sexta-feira, 30 de outubro de 2015

O Poderoso Chefão

Ontem, acabei de rever a trilogia de "O Poderoso Chefão" e me chamou a atenção quando a personagem Kay (Diane Keaton) disse ao Michael Corleone (Al Pacino): " eu não o amo,  eu sinto medo de você."
Isto me remeteu aos inúmeros casos de violência e opressão contra nós mulheres, bem como a um tipo muito peculiar de homem, qual seja: o homem agressivo, controlador, possessivo, ciumento, que incita ao caos e a raiva, faz tempestade num copo d'água, se sente vítima e vive inventando desculpas para justificar suas ações.
Infelizmente, este tipo de homem ainda está presente no nosso âmbito familiar, no nosso círculo de amizades e nos mais diversos grupos sociais, razão pela qual, como bem explícita, Bertolt Brecht: não aceiteis o que é de hábito como coisa natural, nada deve perecer natural, nada deve parecer impossível de mudar.


quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Alienação

Em 1980 eu cursava Comunicação Social na UEL, somente anos depois cursaria História nesta mesma instituição. Algumas coisas que aprendi na minha primeira graduação tenho levado adiante na minha vida, como por exemplo, olhar com criticidade todo ponto de vista unilateral. Sabemos que desde a revolução industrial tudo se tornou um bem de consumo, tudo é feito em série, até  mesmo as escolas tinham até bem pouco tempo séries e não anos. Não demorou muito para termos uma indústria cultural, repleta de coisas irrelevantes, é só ligar a televisão e ver o tipo de programação duvidosa e o tipo de cultura que ela impõe às pessoas. O que muita gente não percebe são os traços de alienação do rádio, da revista e da televisão, façam o que fizerem, digam o que disserem, os veículos da indústria cultural somente podem produzir, na maioria das vezes, alienação.

História

Venho percebendo que certas concepções falaciosas em relação à História ficaram tão arraigadas nas pessoas que, às vezes, me sinto impotente para lutar contra elas e me pergunto até que ponto, nós, professores de História, não ajudamos a reproduzir e justificar as formas mais explícitas de dominação e exploração social.
Fora das escolas são pouquíssimas pessoas que têm interesse em aprender História, as pessoas muitas vezes não têm acesso e nem condições de ler bons livros, assistir filmes e peças de teatro, ouvir músicas de qualidade, porque isto tudo tem um preço, a cultura custa cara. Ou simplesmente, não se interessam em estudar História ou outra coisa qualquer, já que é bem mais cômodo assimilar e olhar um fato e encaixar em seu próprio padrão, em sua própria interpretação, em sua própria história, enfim, em suas próprias "crenças". Então, para estas pessoas restam tv, jornais, rádios, revistas e vídeos e textos que circulam na internet com conteúdos e comentários bastante distorcidos e, às vezes, assombrosos, com rebaixamento do debate, ódio e rancor.

Acredito que juntos podemos estudar História, resgatar o que não foi aprendido e lutar contra qualquer poder que discrimina social, econômica, política e culturalmente as pessoas. Qualquer poder que nos faça sentir mais fracos física e intelectualmente e qualquer poder que legitima a submissão dos excluídos.

Educador

 O verdadeiro educador ajuda o aluno a construir seu próprio conhecimento e seus valores morais, estimulando-o a questionar, duvidar e perguntar sempre, desta forma, o aluno vai muito mais longe do que com respostas corretas e bom comportamento. Como diria Sara Pain, educar é ensinar a pensar.