Hoje, recebemos uma pessoa muito importante, a minha grande amiga e administradora Eliane Santos. Apesar dela ter sido privilegiada recebendo uma boa educação, convive ainda com o racismo. Obrigada de coração pela presença e experiência passada para os meus alunos com doçura, sabedoria e clareza. Segundo a Eliane, "só sabe o que é racismo quem o sente na pele".
sábado, 19 de novembro de 2016
sexta-feira, 11 de novembro de 2016
Educação e desigualdades raciais no Brasil
Bruna Madruga tem 20 anos, cursa o 2º ano de enfermagem na UEPG, fala inglês fluentemente e fez outros cursos técnicos na sua área. Com um jeito delicado e seguro explicou aos alunos o que pensa e por quais experiências de vida passou até aqui. Aprendemos muito e eu tive a honra de ter dado aula para a Bruna no 5º, 6º, 7º e 8º ano. Obrigada querida por seu depoimento riquíssimo e por ter encerrado sua fala com este pensamento de Nelson Mandela:
" Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, elas podem ser ensinadas a amar! "
terça-feira, 8 de novembro de 2016
Educação e desigualdades raciais no Brasil
Quero agradecer à advogada Angélica Batista da Cruz pelo bate-papo, porque meus alunos e eu aprendemos que apesar dela ter sofrido discriminação do Ensino Fundamental I até a faculdade, não lhe faltaram garra e coragem. Ela foi detalhista ao relatar sua experiência de vida, deixando a dica que combater o racismo, o preconceito e a discriminação é uma necessidade moral e a educação é um caminho eficaz para isso.
terça-feira, 1 de novembro de 2016
Educação e desigualdades raciais no Brasil
Hoje, quero agradecer imensamente ao professor Galindo Pedro Ramos por combater preconceitos, atitudes discriminatórias e ampliar a percepção da diversidade étnica em meus alunos, no espaço da disciplina de História.
segunda-feira, 24 de outubro de 2016
Educação e desigualdades raciais no Brasil
Dando continuidade ao
projeto "Empoderar para vencer o racismo", recebemos hoje, o Padre
Claudemir. Conversamos sobre o processo de construção de identidade, cognição e
interesses de uma criança negra, valores das culturas negras, excelência e
qualidade no ensino e cotas raciais. Obrigada, Padre Claudemir, sua exposição
foi muito elucidativa.
sexta-feira, 21 de outubro de 2016
Educação e desigualdades raciais no Brasil
Trabalhar o
preconceito e a discriminação em sala de aula, não é uma tarefa fácil. É com
imensa alegria que dou início ao projeto "Empoderar para vencer o
racismo". Meu objetivo é propagar o respeito e a admiração dos alunos pela
cultura afro-brasileira e africana. Aos negros e negras, o direito de ser e de
existir dignamente e com oportunidades iguais. Creio que nada melhor do que
trazer para a sala de aula, pensamentos, ideias e ações de mulheres e homens
negros brasileiros. Hoje, quero agradecer
imensamente ao advogado, Gilberto Antonio Santos, por
debater com meus alunos sobre o racismo de uma maneira tão generosa, objetiva e
profunda. Tenho certeza que isso os ajudará a pensar e atuar sobre o mundo de
uma maneira mais sensível e menos desigual. Como senão bastasse, fui
presenteada com um lindo Kufi (chapéu) africano.
sexta-feira, 7 de outubro de 2016
Lei Maria da Penha
Que aprendizado
significativo meus alunos e eu tivemos com a excelente palestra da doutora Vanessa Perez, Promotora de
Justiça. Ao trabalhar o Brasil Colonial com os alunos dos sétimos anos,
expliquei o que era sociedade patriarcal e quais os resquícios que ainda temos
hoje em dia. Citei a Lei Maria da Penha e um aluno indagou o porquê de não
existir uma lei que protegesse os homens, então, argumentei sobre os índices de
violência praticados hoje em dia contra a mulher. Depois de algum debate e
sabendo que este assunto é de suma importância, convidei a doutora Vanessa. Ela
explicou a Lei Maria da Penha, a violência doméstica e o bullying. Participaram
deste encontro os alunos dos sétimos e oitavos anos.
terça-feira, 4 de outubro de 2016
Oportunidades
Certa vez, senti uma vergonha e uma culpa enorme quando um
estrangeiro me disse que o Brasil era o país das oportunidades e que,
portanto, ele não entendia o porquê de eu reclamar do
meu salário. Quando ele proferiu estas palavras eu senti uma agressão tão
grande, era como se eu não fosse capaz, era como
se o meu pai apesar de ter trabalhado até a véspera de seu
falecimento, também não fosse capaz. Hoje, eu sei o que é isso, que
às vezes, a custo do nosso sofrimento inaudito algumas pessoas
ajudadas na arrancada podem se sair muito melhor e se saindo
melhor podem progredir cada vez mais e almejar salários, que pelo amor de
Deus, não fazem parte nem de nossos sonhos mais estapafurdios. Nada
contra quem recebe as coisas de mão beijada, sorte delas, deve ser até
legal, mas tudo contra a visão invertida do real, o
assassinato simbólico da nossa capacidade e a violência
instaurada em tudo isso. Mais do que isso, é bem o resultado dos nossos
tempos, achar que a capacidade de alguém se mede pelo seu salário.
domingo, 15 de maio de 2016
Reflexões
Eu sou uma pessoa política, mas tive que aprender a me colocar aos poucos, pois bastava alguém falar um pouco mais alto comigo que eu recuava. Hoje, sei que é importante o debate, o confronto e, acima de tudo o respeito. Também sei que é no dia a dia do meu trabalho, no dia a dia com a minha família, no dia a dia com os meus amigos é que eu deposito meus amores, meus afetos, minhas convicções e minhas indignações. Aprendi a duras penas que os poderosos jamais vão querer largar alguma coisa em benefício do outro e que os altruístas que ultrapassam seus interesses pessoais e se voltam às necessidades de outras pessoas me causam uma admiração profunda. Sei que o valor do salário de uma pessoa não tem nenhuma relação com a sua competência. Sou excessivamente critica comigo e com os outros e não tolero um desrespeito ou uma ambição descabida. Sempre gostei de ter os pés firmes no chão, embora isso nem sempre seja bom. Aprendi que a minha alegria, a minha animação toda pela vida, o infinito amor pela minha família, o imenso carinho pelos meus alunos, a vontade de estudar e de trabalhar é que me impulsionam para frente.
Hoje, penso que devemos lutar contra a incompetência, desigualdade, corrupção, discriminação, preconceito e ódio, mas penso que principalmente, devemos lutar contra a ignorância.
domingo, 20 de março de 2016
O Bem e o Mal
Livros que
mais vendem no Brasil: para colorir e auto ajuda. Pior do que isto, somos um
dos países que menos lê em comparação com o resto do mundo. Pois é, isto
resulta na leitura fragmentada nas redes sociais, com áudios e recortes
duvidosos, tanto dos de direita quanto dos de esquerda e sem fontes idôneas.
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