Dando continuidade ao
projeto "Empoderar para vencer o racismo", recebemos hoje, o Padre
Claudemir. Conversamos sobre o processo de construção de identidade, cognição e
interesses de uma criança negra, valores das culturas negras, excelência e
qualidade no ensino e cotas raciais. Obrigada, Padre Claudemir, sua exposição
foi muito elucidativa.
segunda-feira, 24 de outubro de 2016
sexta-feira, 21 de outubro de 2016
Educação e desigualdades raciais no Brasil
Trabalhar o
preconceito e a discriminação em sala de aula, não é uma tarefa fácil. É com
imensa alegria que dou início ao projeto "Empoderar para vencer o
racismo". Meu objetivo é propagar o respeito e a admiração dos alunos pela
cultura afro-brasileira e africana. Aos negros e negras, o direito de ser e de
existir dignamente e com oportunidades iguais. Creio que nada melhor do que
trazer para a sala de aula, pensamentos, ideias e ações de mulheres e homens
negros brasileiros. Hoje, quero agradecer
imensamente ao advogado, Gilberto Antonio Santos, por
debater com meus alunos sobre o racismo de uma maneira tão generosa, objetiva e
profunda. Tenho certeza que isso os ajudará a pensar e atuar sobre o mundo de
uma maneira mais sensível e menos desigual. Como senão bastasse, fui
presenteada com um lindo Kufi (chapéu) africano.
sexta-feira, 7 de outubro de 2016
Lei Maria da Penha
Que aprendizado
significativo meus alunos e eu tivemos com a excelente palestra da doutora Vanessa Perez, Promotora de
Justiça. Ao trabalhar o Brasil Colonial com os alunos dos sétimos anos,
expliquei o que era sociedade patriarcal e quais os resquícios que ainda temos
hoje em dia. Citei a Lei Maria da Penha e um aluno indagou o porquê de não
existir uma lei que protegesse os homens, então, argumentei sobre os índices de
violência praticados hoje em dia contra a mulher. Depois de algum debate e
sabendo que este assunto é de suma importância, convidei a doutora Vanessa. Ela
explicou a Lei Maria da Penha, a violência doméstica e o bullying. Participaram
deste encontro os alunos dos sétimos e oitavos anos.
terça-feira, 4 de outubro de 2016
Oportunidades
Certa vez, senti uma vergonha e uma culpa enorme quando um
estrangeiro me disse que o Brasil era o país das oportunidades e que,
portanto, ele não entendia o porquê de eu reclamar do
meu salário. Quando ele proferiu estas palavras eu senti uma agressão tão
grande, era como se eu não fosse capaz, era como
se o meu pai apesar de ter trabalhado até a véspera de seu
falecimento, também não fosse capaz. Hoje, eu sei o que é isso, que
às vezes, a custo do nosso sofrimento inaudito algumas pessoas
ajudadas na arrancada podem se sair muito melhor e se saindo
melhor podem progredir cada vez mais e almejar salários, que pelo amor de
Deus, não fazem parte nem de nossos sonhos mais estapafurdios. Nada
contra quem recebe as coisas de mão beijada, sorte delas, deve ser até
legal, mas tudo contra a visão invertida do real, o
assassinato simbólico da nossa capacidade e a violência
instaurada em tudo isso. Mais do que isso, é bem o resultado dos nossos
tempos, achar que a capacidade de alguém se mede pelo seu salário.
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