quarta-feira, 2 de maio de 2018

Educação das Relações Étnico- Raciais





Onde você guarda o seu racismo?
- Seria quando você fala que não é racista, porque tem até um amigo negro?
- Seria quando você se surpreende com a beleza ou a inteligência do negro?
- Seria quando você não entende a repercussão do caso da Marielle?
- Seria quando você associa os negros aos piores adjetivos: marginais, ladrões, bêbados, prostitutas, etc?
- Seria quando você não percebe porque os negros mesmo sendo a maioria da população, não ocupam os mesmos espaços sociais que você?
- Seria quando você acha que xingar um goleiro de macaco, não é racismo?
- Seria quando você pensa que existem muitas raças?
- Seria quando você diz “é um preto de alma branca”? “Lista negra”? ”Inveja branca”? “A coisa tá preta”?
Não importa o quesito em que você se encaixa, o que importa é que façamos um exame de consciência! 
A disciplina História é um espaço de discussão, por isso quero agradecer imensamente a presença de Tiago Borges, Gabriel Borges, Bruna Madruga, Gilberto Antonio Santos, Eliane Santos e Jaciara Mello  que falaram de maneira clara e objetiva das raízes do preconceito e discriminação e sobre suas histórias de vida. Vocês foram maravilhosos! Obrigada!

Mulher III


Em qualquer relacionamento- homem/mulher, mulher/mulher, homem/homem, mãe/pai/filhos(as), vó/vô/netos(as) - onde há amor e tempo de qualidade tudo se resolve, onde não há, tudo é um problema.Semana passada, ouvi uma jovem mamãe dizer que o tempo de qualidade não existe, que uma mãe deve ficar o tempo inteiro em casa com o filho(a).
Mal sabe ela que a maioria das mães não pode fazer essa escolha, precisam trabalhar, cuidar da casa e criar seus “pimpolhos”.Posso afirmar com toda a minha experiência de mãe, professora, historiadora e psicopedagoga que o importante é, quando você estiver com seu filho(a) esteja inteiramente com ele(a).Quanto à carreira, faz muito bem às crianças terem uma mãe realizada em todos os seus papéis.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Mulher II

Quando uma mulher perguntar, responda
Quando uma mulher conquistar, elogie
Quando ela se queixar, entenda
Quando ela falar, ouça
Quando ela sorrir ou cumprimentar, confie

Quando ela postar uma foto, aceite
Quando ela mais precisar, não a interprete mal e a conforte

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Mulher I

Você é capaz de gerir a própria vida.
Trabalhe, estude, lute por aqueles que você ama e por aquilo que você acredita.
Mantenha o seu coração aquecido e sua consciência tranquila.
Entenda, há coisas que numa relação de confiança não se faz.
Não se deixe enganar, não engane a si própria.
Não se sinta presa ou amarrada.
Resgate a si mesma.
Pensar, nesse caso, é não se condenar à escravidão. 

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Educação e desigualdades raciais no Brasil

Faltam-me palavras para agradecer à Jaciara Mello e ao Gilberto Antonio Santos! Ele advogado, ela jornalista, vieram contar suas histórias de vida aos alunos e como enfrentaram e enfrentam o racismo. Hoje, começamos o projeto intitulado "Educação e desigualdades raciais no Brasil", ele tem por objetivo a aprendizagem da desconstrução do racismo, um real problema brasileiro. 


"A democracia só será uma realidade quando houver, de fato, igualdade racial no Brasil e o negro não sofrer nenhuma espécie de discriminação, de preconceito, de estigmatização e de segregação, seja em termos de classe, seja em termos de raça".

(Significado do Protesto Negro- Florestan Fernandes)
A luta negra é de todos! Consciência negra é um dever de todos os cidadãos!
Obrigada, Jaciara e Gilberto, vocês nos ensinaram muito!


domingo, 5 de fevereiro de 2017

Preconceito Racial

Há aqueles que negam o preconceito racial no Brasil e que naturalizam a violência e o sofrimento dos afrodescendentes. Há, também, aqueles que discordam da reserva de cotas para eles. No entanto, os dados do IPEA são uma realidade que precisamos enxergar:

A existência de discriminação contra negros no Brasil é hoje reconhecida como fato. Após extensa produção tanto qualitativa como quantitativa, é difícil negar os grandes diferenciais raciais observados em quase todos os campos da vida cotidiana. Negros nascem com peso inferior a brancos, têm maior probabilidade de morrer antes de completar um ano de idade, têm menor probalidade de frequentar uma creche e sofrem taxas de repetência mais alta na escola, o que os leva a abandonar os estudos com níveis educacionais inferiores aos dos brancos. Jovens negros morrem de forma violenta em maior número que jovens brancos e têm probabilidades menores de encontrar um emprego. Se encontram um emprego, recebem menos da metade do salário recebido pelos brancos, o que leva a que se aposentem mais tarde e com valores inferiores, quando o fazem. Ao longo de toda a vida sofrem com o pior atendimento no sistema de saúde e terminam por viver menos e em maior pobreza que brancos. E isso não decorre apenas da situação de pobreza em que a população negra está majoritariamente inserida. As desigualdades raciais no Brasil são influenciadas de maneira determinante pela prática passada e presente da discriminação racial.
(IPEA. Boletim de Políticas Sociais – Acompanhamento e Análise nº 13, Edição Especial 2007)

sábado, 19 de novembro de 2016

Educação e desigualdades raciais no Brasil

Hoje, recebemos uma pessoa muito importante, a minha grande amiga e administradora Eliane Santos. Apesar dela ter sido privilegiada recebendo uma boa educação, convive ainda com o racismo. Obrigada de coração pela presença e experiência passada para os meus alunos com doçura, sabedoria e clareza. Segundo a Eliane, "só sabe o que é racismo quem o sente na pele".