quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Que horas ela volta?



Ontem à noite fui assistir no Shopping Total "Que horas ela volta?", meus filhos já tinham me falado super bem deste filme. Fiquei encantada e alguns aspectos me chamaram muita atenção, não vou falar do óbvio, que é a condição servil da empregada doméstica e da condição quase desumana da patroa.
Mas, em primeiro lugar, quero falar da distância entre o que falamos e como agimos. No filme, apesar da patroa dizer que a a Val ( empregada doméstica ) é parte da família, ela age de forma insensível, estourada e de má índole com a mesma.
Em segundo lugar, quero ressaltar o fato da filha  da empregada doméstica ter passado no vestibular e o filho da patroa não ter conseguido tal sucesso e, portanto, vai fazer um curso de inglês na Austrália, kkkk.
Como educadora, eu sei que os filhos da classe média e alta, já saem à frente nesta disputa e que somente o esforço pessoal pode não ser determinante para uma filha de empregada doméstica passar no vestibular.  Porém, quero dizer aos meus alunos que estudar é sofrido, mas, que, conhecimento é poder, portanto,  quando eu vejo um aluno apaixonado por livros e por estudar, este aluno já está à frente de qualquer outro, porque ele não vai se deixar levar pela regra e pelo senso comum.
Geralmente,  quem estuda, (e isso não é uma regra, pois conheço pessoas sábias que só cursaram o Ensino Fundamental I) , não vai ficar imbuído de preconceitos, ideologias conservadoras e ignorância, vai enxergar a importância de combatermos velhos paradigmas e mudarmos para melhor.
É uma pena que, hoje em dia, mesmo com tantas mudanças,  a mentalidade de alguns é ultrapassada e repetem  jargões preconceituosos, até sem perceber...

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